segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Uma conversa antiga

você nasceu pra ser querida
por mim
pra mim
nao vou falar sobre isso por que sofro muito
prefiro rir
mas cada vez q olho pra você
sus ojos
sofropor te adorar
por te querer
por te desejar
por te amar
por te venerar num altar da vida
sua santidade é realplena
mas ao mesmo tempo de ti emana um desejo
desejo meutambém pleno
total e realque deus me ilumine
mas que ilumine muito mais seu caminho
pra você saber que depois da curva do rio
eu estou
é o dia que sinto falta de você
de seu olhar
de suas palavras
de sua compreensaodo seu jeito
hostil, mas amável
decidido, mas recuante
adorável e ao mesmo tempo sedutor
de vez em quando me baixa a lembrançae aí é quando sofro
por que sei que nasci pra amar você
e será assim por toda minha vida
nao fique.apenas acredite.pelo amor de deus
acredite
é uma pena que você acha assim
por que nunca passou
só ficou adormecido
moça
ahh
deixa pra lá
o tempo
é apenas senhor de tudo
mas nao apaga um sentimento
nao apaga as lembranças e o renovo da vida
pra mim você é e será insubstituíve
lé assim
uma pena que nao acredite
mas será assim
e eu nao me importo
por que por você vale a pena
que pena mais uma vez
nao se preocupe
eu vou vivendo
nao morrerei agora
mas morrerei por você
de amor.
e feliz

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Âncora


Sou vento minuano,
Você, a brisa da primavera,
Sou o olho do furacão,
Você, a chuva fina e gostosa numa manhã de verão.
Sou o Tigre,
Você, um gato siamês sonolento aos pés de seu dono.
Sou Rocha,
Você, a areia do mar na sua beleza e infinidade.
Sou um tiro de canhão,
Você, a flecha certeira na alma do poeta.
Sou terremoto devorando tudo,
Você, a bonança depois da tempestade.
Sou a dor de dente,
Você, o bálsamo revigorante,
Sou um aleijado tentando uma subida,
Você, a muleta que tanto necessito.
Sou a cólera ulceral,
Você, o tônico que cura.
Sou o réu culpado,
Você, a sentença de liberdade,
Sou o sono profundo,
Você, a cama quente numa noite de chuva.
Sou o inverno,
Você, a primavera.
Sou o louco,
Você, a mente.
Sou um nada,
Você, a vida!

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Você é a calmaria, eu sou a tempestade


Foi uma bela noite,
Saiu melhor do que a encomenda,
Superou as expectativas,
A nossa conversa foi importantíssima,
Aliás, é tudo de que mais gosto,
Uma boa prosa,
E até nisso combinamos,
Até nisso temos a química perfeita.
E aquela noite em uma praça abandonada me ensinou que devo ouvir você sempre, não importa o que aconteça.
Pra não me sufocar nos meus anseios.
Você não deixa.
Mas adoro mesmo seu jeito gostoso de falar,
Sua voz macia me acalma,
Adormece meu estresse.
Você tem um jeito todo especial de me ensinar a vida,
E de acreditar na vida...
É isso que me faz prosseguir,
Seguir adiante, e estar apreciando estar a seu lado,
Seguindo adiante e em rumo reto.
Tendo em vista o futuro
O prazo longo, o estar junto,
Lado a lado como quem mira o destino e parte em busca dele confiando em si e nas próprias forças,
De fato, em alusão a você: “ Gracias a Dios puedo tener usted en mi vida”

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Essência


Eu a conheço muito mais do que tu se conheces,

Sabes que sei dos teus passos,

Sabes que sei até onde podes chegar,

Sabes que sei quando tu mentes e quando dizes um pouco da verdade a que te propôes.

Tu te conheces, mas tens em ti a certeza de que sei o que tu pensas.

Sou capaz de prognosticar tuas ações e penetrar seus pensamentos.

Tu conheces e te assombras com isso.

Mas percebes em mim algo que não te oferecem.

Te oferecem amor, mas não te oferecem conhecimento.

Te oferecem prazer, mas não tens a saciedade da tua alma.

Te oferecem o mundo, mas não te oferecem a essência.

Por isso, sentes a minha falta.

Sentes a falta do muito que sou dentro de ti.

Sentes a falta da minha essência entrincheirada em tua personalidade.

Sentes a falta do aroma do meu caráter e do cheiro da minha verdade.

Desprezaste, não um corpo, mas a essência.

Desperdiçastes não o frasco, mas o perfume.

Sentirás a solidão do meu abraço.

Sentirás a úlcera dos meus afagos.

Estás a caminhar em busca do nada.

O vento bate à tua porta.

E logo, logo verás que o mundo imporá a teu semblante o rugido da fera da decepção.

Do amargor e da descrença.

Eu não sou o que tu querias,

Mas não terás jamais o que sou.

Tu ficas,

Eu vou!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

alguém

Posso ser um idiota em grau maior.
Posso resistir mesmo quando isso está fora de moda.
Posso ser a pessoa mais recatada e apesar disso você nunca conhecerá ninguém que seja tão pessimista como eu sou algumas vezes.
Sou a pessoa mais inteligente que você já conheceu.
Sou a alma mais bondosa com que já teve contato.
Tenho o coração mais valente que você já viu e apesar disso você jamais conhecerá alguém que seja tão otimista quanto eu, algumas vezes.
Você pode enxergar tudo, pode enxergar cada detalhe.
Você pode enxergar toda minha luz e deve até mesmo amar meu lado obscuro.
Você até vasculha toda a minha intimidade. Não tenho nada em comum com você Mas mesmo assim você ainda está aqui.
Eu culpo todo mundo mas não assumo a minha parte.
Minha passividade agressiva pode ser devastadora.
Estou assustado e desconfiado e você nunca conhecerá alguém que seja tão fechado quanto eu sou algumas vezes.
Aquilo que eu resisto persiste e fala mais alto que eu.
Eu resisto a seu amor não importa o quão pra baixo ou pra cima eu possa estar.
Sou a pessoa mais engraçada que você conheceu.
Sou a pessoa mais boba que você conheceu.
Sou a pessoa mais linda que você conheceu e você nunca conhecerá ninguém Que seja tão TUDO como eu sou.
Alanis Morissette - Everything

terça-feira, 17 de julho de 2007

Madrugada Companheira


A Lâmpada do quarto estava na penumbra. Eu já a havia regulado de maneira que não atrapalhasse meu sono. Na verdade, eu nem estava com sono. Por mais que tentasse, ele não me vinha. Mas, também, pela quantidade de café tomado, só podia mesmo ser esse resultado. Insônia! A minha grande companheira de todas as noites.
Prevendo que seria essa mesmo a minha sina em mais uma noite, pus-me a levantar e ligar o aparelho de TV. Nada! Só filmes enlatados, prontos pra consumo dos menos exigentes ou então programas evangélicos fazendo sua ronda noturna à caça de almas cansadas da vida, mas ávidas de uma palavra amiga.
Eu já não faço parte deste rol. Posso até estar cansado, mas meu dinheiro não é capim para ser queimado no altar do fogo santo de Israel ( que não pode mesmo ter vindo de Israel) e nem meu dinheiro é óleo vindo de Jerusalém para embalsamar meu corpo.
Sendo assim, me resta desligar o aparelho de TV e recorrer ao rádio. Mas eu gosto mesmo é de Rádio AM. Pra ouvir gente falando, vidas existentes na noite.
Rádio FM só toca música, e de música eu to enjoado. Vivem no meu cotidiano durante todo o dia. Já não vejo tanta graça assim, afinal. Mas gente não... Gente é diferente. Cada qual tem sua vida e sua estória, e ela aparece de algum jeito. E o comunicador sempre instiga, e o ouvinte sempre fala. E vira mesmo um bate papo legal. Diferente dos bate-papos de internet onde todo mundo fala escrevendo, e não tem condições de expressar a real emoção com que responde a uma pergunta. Todos falam tudo e ninguém fala nada ao mesmo tempo. Não, bate papo de internet é sem vida, e todo mundo só quer saber de sexo. Pára com isso!!! Quero mesmo meu radinho AM. Nele ouço conversas, e então, aventuro-me a até ir ao terraço da casa e levar comigo o meu companheiro da vida noturna. Ah! Mas não posso esquecer também a minha garrafa de café, o meu cafezinho. Ele será meu companheiro desta noite com lua quase cheia e uma fagulha de estrelas no oriente, mirando um destino que por tempos eu mesmo quis perseguir, mas não consegui.
E assim vai se passando o tempo e vão se passando as horas, o comunicador informa: duas da manhã, três...cinco...cinco e meia e aí aquele sono parece querer bater a porta... aí é preciso aproveitar... mas qual, nada!
Vou é fazer mais um pouco de café por que logo mais tenho que estar pronto pra rotina do dia.

sábado, 7 de julho de 2007

Busca...


Onde você estava, que não te achei em lugar algum? Eu ainda te procurei por todos os cantos dessa cidade imensa. Procurei-te nas ruas, nas lojas, nos bares, nas praças, e até nas “porteiras”, debaixo das frondosas figueiras, oliveiras e paineiras, mas não consegui te achar. Somente senti seu cheiro pela janela todas as noites de ninguém, quando pensei e repensei em você e em como seu sorriso é puro, mas ao mesmo tempo divertido.
Mas em que lugar você se meteu?
Eu não te acho. Procuro, rebusco, percejo, labuto a tentar encontrar-te, mas não consigo saber onde você estava. Minha mente divagou, viajou, alucinou e tentou em vão achar-te em cada canto vil desta imensidão de metrópole.
Mas foi na noite, a minha maior companheira, que eu percebi uma pista, e um caminho de onde te encontrar.
Foi a minha mais intensa amiga que me revelou onde você poderia estar.
Foi passando horas ao lado da lua, consultando as estrelas, proseando com os habitantes da intrínseca noite que fui me acometendo de uma certeza de achar-te. De perceber-te.
Foi em longas horas de um monólogo infindável que tive a certeza de que, durante todo este tempo em que esteve longe, em que não te vi, que te procurei, mas mesmo assim senti haver perdido você, sim, foi dessa forma que cheguei a conclusão, após aconselhar-me com o crepúsculo e o alvorecer, ao mesmo tempo, que concluí na verdade que você nunca esteve longe. Sempre esteve presente. Escondida, mas presente em meu coração. Nunca saiu dele, só se fez de estátua, gélida estátua, para depois, derreter o invólucro de gelo postado em camadas de frieza fora de você, com o calor abrasador do meu sentimento.
Só eu tirei você de mim, e só agora posso recolocar-te de novo de onde você nunca deveria ter saído.